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Capítulo 23

As notas saíram na semana seguinte, e como já esperava, tanto eu como Nath tivemos nota máxima. No entanto, ainda não podíamos celebrar as férias, pois no último a dia a escola iria realizar um baile de fim de ano. A diretora fez claro que todos deveriam ter um par e que deviam ir vestidos a rigor. O tema deste ano era o presente no passado. Ou seja, o ambiente seria dos séculos XVI e XVII, enquanto que a música iria ser muito mais moderna. Durante o ano inteiro tínhamos observado várias pessoas a construírem um pequeno edifício, um pouco maior do que o ginásio, na parte menos frequentada da escola. Ninguém sabia o que era aquilo, nem mesmo Peggy. Mas na última semana fora-nos revelado que a cidade estava a construir um salão de baile, para que a escola, bem como o resto da cidade, pudesse utilizá-lo quando precisasse. Nenhum aluno poderia lá entrar antes da noite do baile, pois a diretora queria fazer uma grande surpresa a todos os alunos.
No entanto, a preocupação dos alunos era arranjar um par. Por todo o lado via rapazes corados a arranjarem coragem de irem convidar a rapariga dos seus sonhos, e até o contrário acontecia. Enquanto comentava isso com Nath, ele fez exatamente o mesmo que todos os outros, mas achei que não era necessário ele pôr-se de joelhos.
-Queres ir ao baile comigo? - perguntou, segurando a minha mão levemente.
Ajoelhei-me para ficar ao mesmo nível que ele e abracei-o.
-Claro que quero. - respondi, sorrindo.
Na noite seguinte, Nath veio buscar-me a casa. Pensei que íamos a pé, pois a escola não era longe. Na verdade, Nath alugara uma limusina e fez questão de me abrir a porta. Assim que entrámos, o motorista começou a dirigir-se para a escola, e eu ainda estava embasbacada com todo o esplendor.
-Estava para alugar uma carruagem, mas não consegui. - disse, sorrindo.
-Acho que estás a deixar-te levar um pouco demais pelo tema, não? - observei, esboçando um sorriso.
-Se calhar. Mas sempre ouvi dizer que as princesas viajavam de carruagem.
-Aaaw, tão querido. Já agora, essa roupa fica-te mesmo bem.
Nath estava muito longe do seu típico vestuário. Pareceu-me até que tinha tido uma ajudinha de Lysandre e Leigh, pois a semelhança era muita às roupas que usavam habitualmente.
-Achas? Obrigada. - disse ele, abraçando-me ligeiramente.
Quando chegámos, vimos muita gente a dirigir-se para o salão, por isso fomos atrás deles. Assim que entrámos, vimos a decoração maravilhosa do salão. Um grande candelabro pendia do teto, com dezenas de velas acesas, iluminando a sala. A música ainda não tinha começado, mas muita gente já petiscava e caminhava pela sala, enquanto esperavam que começasse a animação.A diretora e alguns professores sentaram-se num patamar acima do palco, num sítio onde pudessem conversar à vontade, mas também onde pudessem manter um olho sobre os alunos. Estava uma noite agradável, uma brisa quente aquecia o luar, mas cá dentro era onde se concentrava a maior parte das pessoas. No entanto, quem quisesse mais privacidade provavelmente procuraria um sítio lá fora, pois estava realmente uma noite de verão muito bonita.
A certa altura, começou a música. Iria começar com ritmos rápidos, e iria desacelerando à medida que a noite passava. Começou com o Don't You Worry Child dos Swedish House Mafia, e a seguir veio um repertório imenso de músicas, algumas mais bonitas que outras. Enquanto dançava Love You Like A Love Song com Nath, lembrei-me de Ambre. Estaria ela também presente?
-A Ambre também veio? - perguntei-lhe.
-Sim, mas não foi convidada por ninguém. Ela diz que prefere convites espontâneos em cima da hora, mas aparentemente ninguém lhe pediu nada. Está ali, com a Li, a Charlote e a Capucine.
Olhei para elas e vi-as a cochichar, como sempre. Primeiro falavam sobre os seus vestidos, e depois pareciam falar sobre os outros pares presentes no baile. A certa altura, o seu olhar fulminante passou por nós, mas eu nem me importei. Estava com Nath, e embora estivessem outras pessoas à nossa volta, eu só o conseguia ver a ele. E quando as músicas mais lentas começaram, via muitas das pessoas a dançar lentamente, abraçados. Veio I Have Nothing, e embora esta música já fosse um pouco mais antiga, era muito bonita, especialmente para uma ocasião destas. Nath abraçou-me e eu pousei a cabeça no ombro dele, enquanto rodopiávamos lentamente. Naquele momento, dizer algo não fazia sentido. De qualquer maneira, pareceu-me que mais ninguém falava, pois estavam realmente concentrados na música. Quando acabou, Nath beijou-me na testa, e eu olhei para os seus olhos dourados.
-Acho que esta foi a música final, não é? - perguntei.
-Sim, e parece-me que a diretora já está a exigir as fotos. - observou, apontando para um canto onde se encontrava a diretora e um fotógrafo.
Dirigimo-nos para lá, e primeiro tirámos uma foto juntos, seguida depois de duas fotos individuais.


Nath segurou a minha mão e saímos do recinto. Desta vez iríamos a andar para casa. No caminho, Nath seguiu por uma direção errada.
-Onde é que vamos? - questionei.
-Dar um passeio. - respondeu, sorrindo.
Seguimos por um pequeno passeio rodeado de arbustos, que dava a um pequeno parque com uma fonte no meio. Não estava lá mais ninguém, e o sítio tinha alguns candeeiros de rua a iluminar o espaço. A relva era um pouco mais alta do que o normal, mas estava bem tratada, o que indicava que era assim deixada de propósito.
Nath estendeu uma pequena manta no chão, onde nos deitámos os dois.
-Já tinhas isto planeado? - perguntei.
-Sim, mais ou menos. - disse ele, sorrindo. - Antes de sair de casa pensei que iríamos precisar de um momento mais a sós e lembrei-me deste sítio.
-É lindo... - sussurrei-lhe, ainda um pouco surpreendida pela beleza do sítio.
Ele estendeu os braços e eu abracei-o, pousando a cabeça no seu peito. Eram momentos como este, em que não haviam palavras, que eu me deixava apaixonar cada vez mais por ele. Momentos em que apenas os sons da natureza e as nossas respirações eram a nossa banda sonora. Era também nestas alturas que eu me lembrava de tudo o que tínhamos passado juntos. Interrompendo os meus pensamentos, Nath fez com que eu me deitasse em cima dele e pousou os seus lábios nos meus, carinhosamente. As suas mãos percorriam a seda na parte de trás do meu vestido, e eu segurava-me ao seu lenço no pescoço, que desta vez substituía a habitual gravata. Quando voltámos à posição inicial, ambos respirávamos inconstantemente.
-Tu sabes que eu nunca te vou deixar, certo? - interrogou, olhando-me nos olhos.
-Espero bem que não. O que seria de mim, sem ti? - suspirei.
Beijei-o mais uma vez e depois levantámo-nos. Já era tarde, por isso começámos a andar em direção a casa. Quando chegámos, fomos até ao meu quarto, e rapidamente vesti algo mais confortável. Queria muito pedir a Nath que ficasse comigo, mas não sabia como lhe pedir.
Ele deitou-me e aconchegou-me os lençóis, mas quando se preparava para ir embora, segurei-lhe a mão.
-Fica comigo. - pedi, tentando fazer uma voz fofinha.
-Estava a ver que nunca mais me pedias. - disse ele, fazendo aquele sorriso que eu adorava.
Tirou alguma da roupa que trazia e a seguir deitou-se comigo e eu abracei-o.
-Boa noite, princesa. - disse ele, beijando-me na testa.

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2 comentários:

Liliana Catarina disse...

Ohhh!! Que fofos!

Unknown disse...

Muito obrigada ^^

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