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Capítulo 3


Quando cheguei às aulas no dia seguinte, dirigi-me logo à sala de Química, onde Nathaniel já estava.
-Desculpa aquilo de ontem com a minha irmã. – lamentou.
-Não faz mal, Nath. Vieste cedo para a sala, ainda não chegou ninguém.
-Gosto de vir mais cedo. – ele passou a mão pelo cabelo e corou. – Achas que te podes sentar ao pé de mim nesta aula?
-Claro que posso.
Sentámo-nos os dois e ficámos a conversar até que o resto dos alunos e a Sr.ª Dufeau entraram. Reparei que Li, uma das amigas de Ambre olhava fixamente para nós. Percebi que a única química que ela estava a detetar era entre mim e Nath, e não na Sr.ª Dufeau e os tubos de ensaio à sua frente. Certamente que Li iria contar a Ambre que eu me sentei ao lado do seu irmão.
-Tens planos para hoje à tarde?
-Não, mas não tenho aulas à tarde.
-Eu costumo ir para o campo de ténis. Gostas de jogar?
-Sim, adoro. – respondi. – Onde é que fica o campo?
-Ao lado do ginásio. O clube de basquete está lá a treinar.
-Fixe. Espero por ti onde?
-Ao pé dos cacifos do ginásio.
A manhã passou a correr, e depois de almoçar, fui para o ginásio. Quando lá cheguei, o ambiente era de cortar a respiração. Um rapaz, que presumi ser Castiel, agarrava Nath pelo colarinho da camisola e segurava-o contra um dos cacifos.

-O que é que estão a fazer? – perguntei, metendo-me entre os dois.


Os dois rapazes olharam um para o outro friamente e depois Nath pediu-me para ir com ele. Eu fui atrás dele, mas não consegui evitar olhar para trás, e para a expressão no rosto de Castiel.
-Vais explicar-me o que se passou? – perguntei.
Nunca tinha imaginado que Nathaniel conseguisse ter esta faceta de lutador.
-Eu não vou com a cara dele, é só isso. – respondeu.
-Ambos sabemos que não é isso. Não precisas de me contar, apenas não me mintas. – disse-lhe.
-Não volta a acontecer. Vamos jogar?
-Sim, claro. – respondi.
No fim do jogo estávamos ambos exaustos. Conversávamos animadamente, e qualquer pessoa que não nos conhecesse pensaria que já nos conhecíamos há imenso tempo. E era isso que eu sentia. Naquele preciso momento, pareceu-me que já conhecia Nathaniel há anos, quando na realidade só o conhecia há um par de dias.
O sol começava a pôr-se lentamente e a lua já mostrava todo o seu esplendor. Por alguma razão, começava a sentir cada vez mais afeto por Nathaniel. Só não sabia se ele sentia o mesmo. Mais uma vez ele levou-me a casa e despedimo-nos com um abraço.
Yumi, Missy e eu ficámos a ver um filme e a conversar até que eram horas de adormecer. Mais uma vez aterrei na almofada e adormeci.


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