Quando
cheguei às aulas no dia seguinte, dirigi-me logo à sala de Química, onde
Nathaniel já estava.
-Desculpa
aquilo de ontem com a minha irmã. – lamentou.
-Não
faz mal, Nath. Vieste cedo para a sala, ainda não chegou ninguém.
-Gosto
de vir mais cedo. – ele passou a mão pelo cabelo e corou. – Achas que te podes
sentar ao pé de mim nesta aula?
-Claro
que posso.
Sentámo-nos
os dois e ficámos a conversar até que o resto dos alunos e a Sr.ª Dufeau
entraram. Reparei que Li, uma das amigas de Ambre olhava fixamente para nós.
Percebi que a única química que ela estava a detetar era entre mim e Nath, e
não na Sr.ª Dufeau e os tubos de ensaio à sua frente. Certamente que Li iria
contar a Ambre que eu me sentei ao lado do seu irmão.
-Tens
planos para hoje à tarde?
-Não,
mas não tenho aulas à tarde.
-Eu
costumo ir para o campo de ténis. Gostas de jogar?
-Sim,
adoro. – respondi. – Onde é que fica o campo?
-Ao
lado do ginásio. O clube de basquete está lá a treinar.
-Fixe.
Espero por ti onde?
-Ao
pé dos cacifos do ginásio.
A
manhã passou a correr, e depois de almoçar, fui para o ginásio. Quando lá
cheguei, o ambiente era de cortar a respiração. Um rapaz, que presumi ser
Castiel, agarrava Nath pelo colarinho da camisola e segurava-o contra um dos
cacifos.
-O
que é que estão a fazer? – perguntei, metendo-me entre os dois.
Os
dois rapazes olharam um para o outro friamente e depois Nath pediu-me para ir
com ele. Eu fui atrás dele, mas não consegui evitar olhar para trás, e para a
expressão no rosto de Castiel.
-Vais
explicar-me o que se passou? – perguntei.
Nunca
tinha imaginado que Nathaniel conseguisse ter esta faceta de lutador.
-Eu
não vou com a cara dele, é só isso. – respondeu.
-Ambos
sabemos que não é isso. Não precisas de me contar, apenas não me mintas. – disse-lhe.
-Não
volta a acontecer. Vamos jogar?
-Sim,
claro. – respondi.
No
fim do jogo estávamos ambos exaustos. Conversávamos animadamente, e qualquer
pessoa que não nos conhecesse pensaria que já nos conhecíamos há imenso tempo.
E era isso que eu sentia. Naquele preciso momento, pareceu-me que já conhecia
Nathaniel há anos, quando na realidade só o conhecia há um par de dias.
O
sol começava a pôr-se lentamente e a lua já mostrava todo o seu esplendor. Por
alguma razão, começava a sentir cada vez mais afeto por Nathaniel. Só não sabia
se ele sentia o mesmo. Mais uma vez ele levou-me a casa e despedimo-nos com um
abraço.
Yumi,
Missy e eu ficámos a ver um filme e a conversar até que eram horas de
adormecer. Mais uma vez aterrei na almofada e adormeci.






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