Com tecnologia do Blogger.
RSS

Capítulo 4


As primeiras semanas passaram num instante. Mas finalmente tinha chegado mais um merecido fim de semana, onde poderia finalmente relaxar. Yumi passava muito do seu tempo a ouvir música e Missy a escrever, mas eu simplesmente ficava deitada a olhar para o teto. O meu telemóvel ficava ao meu lado. Eu continuava à espera de mensagens ou chamadas de alguém para quebrar o meu tédio, mas não parecia acontecer nada. Até que finalmente ouvi um toque familiar. O telemóvel mostrava que era Nath e atendi assim que vi que era ele.
-Olá. – disse ele.
-Olá, Nath. Tudo bem?
-Sim…Estava a pensar se não gostarias de passar por cá…
-Onde?
-Bem, temos teste de Química para a semana e pensei que talvez quisesses vir estudar comigo.
-É uma excelente ideia, Nath. – respondi. Curiosamente, estudar tornava-se muito interessante quando tinha Nath a meu lado. – A que horas?
-Que tal agora mesmo?
-Parece-me bem. – sorri.
Ele deu-me todas as instruções para encontrar a casa dele facilmente e cheguei lá alguns minutos depois. Foi a mãe dele que abriu a porta. Assim que me viu, sorriu abertamente, enquanto me cumprimentava.
-Tu deves ser a Nikki. O Nathaniel fala imenso de ti.
Atrás dela surgiu Nath, que aclarou a garganta em sinal de reprovação, corando.
-Olá, Nikki. Por favor, entra.
Nath e a sua mãe abriram caminho para eu passar. Eu entrei e ele levou-me até ao seu quarto.
Era em tons de creme e pastel, e parecia combinar lindamente com Nathaniel. A mãe dele estabeleceu a regra de que a porta do quarto não deveria estar fechada, o que nos fez corar os dois. Encostámos a porta e sentámo-nos no sofá do quarto. Ele abriu o livro.
-Então a solução deste problema consiste em descobrir qual é a quantidade de dióxido de carbono por cada 100 centímetros cúbicos de ar.
-É um problema proporcional, certo? – perguntei.
-Sim. Mas muito difícil, porque eles não nos dão todos os dados.
Ficámos ali algum tempo a tentar decifrar aquele problema, mas a certa altura Nathaniel já tinha passado a mão tantas vezes pela cabeça a tentar pensar que estava completamente despenteado.
-Olha para ti, Nath. Todo despenteado. – passei a mão pelo cabelo dele, rindo-me. – Assim está melhor.
-Pareces tão aborrecida. – reparou ele.
-Bem, a Química não é assim tão interessante e divertida.
Ele fez-me cócegas na barriga.
-E assim? Já é mais divertido? – perguntou, sorrindo.
-Nath, pára, não me consigo concentrar assim!
A certa altura, as nossas posições mudaram de sentados para deitados, e Nath ficava em cima de mim, fazendo-me cócegas sem parar. Ele parou, entretanto, mas os nossos rostos estavam tão perto um do outro que bastaria mais um avanço para o que queria ardentemente que acontecesse. Já tinha fechado os olhos e sentia a respiração de Nath cada vez mais perto. Ele passou uma das mãos para se apoiar no sofá e a outra segurava o meu pescoço carinhosamente. É agora ou nunca, pensei.
-O que pensam que estão a fazer?
Virámos repentinamente a cara, apenas para ver Ambre a olhar furiosamente. Afastámo-nos o mais depressa possível e levantámo-nos. Nathaniel ainda tentou expulsá-la do quarto, mas era impossível, por isso saímos os dois. Ele continuava a pedir desculpa continuamente, mas eu respondia-lhe sempre que a culpa não era dele, e que estava tudo bem. Fomos até ao parque, onde nos despedimos com um abraço. Eu voltei para o apartamento e ele voltou para casa. Sabia quão confrangedor iria ser segunda-feira na escola. Assim que cheguei fechei-me no quarto e fiquei sem fazer nada por mais de duas horas. 


  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

0 comentários:

Enviar um comentário